Meu time de sangue

A temporada de 2019 do Paiaiá Futebol Clube já é a pior e a mais decepcionante. O time está mal.

Foram 12 jogos, 6 derrotas, 2 empates e 4 vitórias. Sabe de quem é a culpa? Dos nossos próprios erros que tanto falamos e não consertamos.

Hoje, 19, no excelente CDC Bola Preta, contra o bom time do Real Matismo, fomos derrotados por 5 x 4.

O time entrou em campo com: 1 Sílvio, 2 Uilton, 3 Zé Elson (entrou em campo para compor o time, devido ao atrasos de alguns jogadores), 4 Rui, 6 Rafael; 5 Neto, 8 Gabriel, 7 Itaécio, 10 Binho; 11 Tunico, 9 Reis;

Ainda no primeiro tempo, Amarelo entrou no lugar de Zé Elson e Gabriel recuou para formar a zaga com Rui. No segundo tempo, entraram: Fabrício no lugar de Tunico; Allef no lugar de Uilton;  Regis no lugar de Reis.

O Paiaiá fez 1 x 0, com Binho, logo em seguida sofremos o gol de empate. Daí em por diante não conseguimos mais ficar a frente do placar e a derrota por 5 x 4, fruto de nosso erros, com todo respeito ao Real matismo,  foi de “doer”.

Há uma frase que se tornou um clichê: ” aprendemos com os erros”. Essa é uma das frases mais bobas usadas no dia a dia. Ninguém aprende com os erros. Aprendemos corrigindo os erros.

Pergunto: por que o Paiaiá Futebol Clube não consegue corrigir os próprios erros dentro de campo?

É, sim, de uma burrice monumental ficar falando que erramos nisso, erramos naquilo, e não nos propomos a jogar diferente.

Se o campo é pequeno, jogamos atrás por que o campo tem pouco espaço; se é um campo como o hoje ( excelente), qual o motivo mesmo?

Jogamos calados. Só nos dirigimos ao companheiro para dizer que “você errou”, “você também errou naquela jogada”, “você não solta a bola”… Nunca, nunca mesmo, um jogador  chama o outro companheiro para orientar ou incentivar quando ele erra.

Certa vez, Rogério Ceni disse: “dentro de campo, ajude o cara que está mais perto de você. Se ele errar, ajude a recuperar a bola. Se acertar, dê opção para ele tocar a bola e lembre que você não está sozinho em campo”.

Comentemos, hoje, os erros mais primários possíveis que resultou em dois gols do adversário.

Ou decidimos entrar em campo e mudar a postura (posicionamento), jogar diferente… Continuar falando que erramos e não mudar é de uma obviedade gigantesca.

O time precisa vencer e eu não gosto de perder. Isso me incomoda. Precisamos continuar escrevendo nossa história como sempre fizemos: jogando bem.

Esforço válido.

Confesso que jogar futebol não é meu principal interesse mais. Construir uma história com o nome “PAIAIÁ” é meu principal combustível. Talvez seja só meu. Não sei. Quando comecei, em 2015, não imaginava que iríamos tão longe e hoje sinto orgulho de tudo isso.

Essa semana um perfil no Facebook com o nome “Índio Payayá” começou a “curtir” e “compartilhar” tudo que envolvia o nome “Paiaiá”. Inclusive, do Paiaiá Futebol Clube.

Fiquei curioso e solicitei um telefone. A curiosidade de um profissional da comunicação e o desejo do SABER falou mais alto.

Ele me passou o telefone. Liguei, conversamos por quase 40 minutos. O nome dele: Arnaldo. Formado em Filosofia e um de conhecimento invejável. Assim como eu, ele é um original “Índio Payayá”.

Arnaldo, que mora em Jacuípe, Bahia, luta para a preservação da história dos Índios Payayás.

Falamos sobre muitas coisas. Sobre a nossa história, sobre a etimologia do nome PAYAYÁ (assim mesmo, com “Y”) e sobre os nossos traços.

Conversamos, como disse, por quase 40 minutos. Precisava encerrar a ligação. Estava entrando no metrô para cobri um grande evento na Av. Paulista e o sinal ficaria ruim. Era lançamento do livro do jornalista Patrick Santos, da Rádio Jovem Pan. Livraria Cultura lotada e ali no meio, um Índio Payayá.

Sim, eu, Carlos Sílvio, sou um Índio Payayá, com muito orgulho.

Agradeço ao Arnaldo (Índio Payayá), pelo contato e por me apresentar o educadíssimo Cacique Juvenal Payayá. A quem mando o meu abraço.

Orgulho-me de vocês.

Os Índios Payaiás estão mais vivos do que nunca.

Hoje vejo que nada foi em vão.

Orgulho do Paiaiá Futebol Clube e obrigado a todos vocês que sempre estiveram aqui.

Enquanto escrevo essas últimas palavras algumas lágrimas molham meu rosto. Uma sensação de dever sendo cumprido, de orgulho e vontade de não parar.

“Não é apenas futebol”.

O  título desse texto é de um parente, o Índio Payayá, Arnaldo.

PAYAYÁ FUTEBOL CLUBE, MAIS QUE UM TIME!

 

 

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