O dono do jogo!

Um início de temporada meio turbulento: uma vitória e três derrotas. E mesmo no jogo em que o time venceu, não apresentou um bom futebol.

O Paiaiá Futebol Clube tinha hoje (17/03), um grande desafio. Vencer e trazer de volta o bom futebol, característica desse time. O nosso adversário, o forte e jovem time Clube de Regatas Niteroi, fundado em 1979.

O time do Paiaiá achava que enfrentaria um time mesclado (veteranos e jovens). Ledo engano. O adversário era um time de garotos. Não é que isso assustou ao Paiaiá. Talvez isso o motivo.

O Paiaiá FC entrou em campo com: 1 Thiago, 2 Gabriel, 3 Zé Elson, 4 Rui, 6 Jojó; 5 Neto, 8 Áleff, 7 Regis, 10 Amarelo; 11 Uilton, 9 Fabrício.

Diante de um time jovem o Paiaiá FC se comportou, no primeiro tempo, de maneira quase perfeita. O meio-campo se posicionou muito bem. Neto e Aleff, fazendo a proteção da defesa. Vale ressaltar que a defesa jogou bem e não deu espaço para o adversário se aproximar do de Thiago.

Não demorou muito e o time fez 1 x 0 com Uilton cobrando pênalti.

“O futebol é um jogo coletivo”. Isso é mais ódvio. E deixo isso para os “especialistas” e chatos comentaristas da SporTV. Hoje a tarde, parei para assistir o jogo entre Barcelona 4 x 1 Betis. Três gols de Messi. Zé Elias, comentarista da ESPN disse: “Esse cara não é normal. Está muito acima dos demais”.

No jogo do Paiaiá, hoje, Regis ( o nosso Iniesta), fez a diferença. Logo no início do jogo ele começou a tomar conta do meio de campo do time. Estava em todos os lados do campo, ajudava na marcação e ditava o ritmo, fazendo a bola girar de um lado para o outro.

Em alguns lances ele conseguia se livrar de 2 ou 3 marcados e só sendo parado com faltas.

Amarelo, o canhota, quanto mais velho fica, mais sabe bater na bola. Com 48 anos de idade se movimenta o campo todo e para fazer um perfeito lançamento não precisa de muito espaço. É de admirar a facilidade e a beleza que esse sujeito tem para bater na bola.

O segundo gol do Paiaiá saiu com Fabrício. A bola sobrou para ele que não titubeou e bateu rasteiro no canto.

O importante foi a postura a garra do time. Mesmo com  2 a 0 no placar o time manteve o ritmo, o toque de bola e Regis dominava o meio campo.

O terceiro gol veio de cabeça. Fabrício, ele que foi artilheiro do Paiaiá FC na temporada 2015. O cara sabe fazer gol.

Fomos para o intervalo com 3 a 0 no placar e poderia ter sido mais. Uilton e Fabrício desperdiçaram duas boas chances de gols.

O jogo estava tenso e ficar de fora de um jogo desse, do Paiaiá, é complicado. Mas sensação presente nos semblantes dos jogadores era de ter feito um belo primeiro tempo.

É natural. em qualquer time de futebol no mundo e não adianta buscar explicação que não iremos encontrar, um time que está vencendo por um largo placar, mudar de postura, recuar um pouco. Isso aconteceu co o Paiaiá, hoje.

Claro, havia uma diferença de idade. O time do Paiaiá mais velho e sem nenhum jogador na reserva, enquanto que o adversário tinha 5, 6 jogadores no banco.

O Paiaiá sofreu o primeiro gol do jogo de forma inédita: gol olímpico.

Com esse gol, o Clube Regatas Niteroi cresceu no jogo. A pressão era gigantesca e o cansaço por parte de alguns jogadores do Paiaiá era evidente.

Olhava para alguns jogadores e não sabia de onde eles estavam tirando forças para suportar tamanha pressão de time de garotos.

Em um determinado momento Regis tentou sair de 3 marcadores e perdeu a bola. Eu, do lado de fora, olhei para ele e falei: quase consegue. Ele me respondeu: ” estou cansado”.

Se ele estava cansado, imagine os mais velhos.

Mas, para coroar a sua atuação “monstruosa”, faltava o gol dele.

Ele recebeu um lançamento longo, estava na linha que divide o campo, tirou um marcador, parecia que estava em uma corrida de 100 metros livres. Na hora, eu pensei comigo: esse cara falou que estava cansado!

Foi parado por um ponta pé dentro da área. Pênalti. Justo do que ele mesmo. Paiaiá 4 x 2 Niteroi.

Antes de terminar o jogo o adversário ainda deixou o braço na cara dele. Não abriu a boca para dizer nada. Ele já tinha dado a resposta sendo o “dono do jogo” em uma vitória para ser muito comemorada.

Não. Não foi Regis que venceu o jogo sozinho. Como dizem os “especialistas” o futebol é um jogo coletivo e ninguém vence ou constrói uma vitória sozinho.

O time hoje teve 11 guerreiros que lutaram até o fim, que foram incansáveis para que time saísse de campo com um belo triunfo.

Todos, sem exceção, estão de parabéns.

Em um jogo tenso é muito ruim ficar fora. Mas torci como nunca, vibrei com cada lance e sentir orgulho desse time como sempre sentir.

Parabéns a todos.

PAIAIÁ FUTEBOL CLUBE, MAIS QUE UM TIME!

 

 

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