Nota 10!

Não sei como começar ou elaborar um texto para o jogo de hoje. Portanto, irei escrever de forma passional ( provocado pela paixão.  Ou seja, aquilo que é motivado pelo sentimento excessivo da paixão).

CDC Petronita, Jd. São Bernardo, Grajáu, SP, já estávamos atrasado para o  início do jogo.

O Paiaiá FC x Dragões do Somália. Cheguei no campo e o telefone tocou. Era o responsável da Liga me ligando e cobrando a presença do nosso time. Respondi que já estava no campo e encerrei a ligação respondendo afirmativamente  segunda pergunta dele: sim, o time está aqui.

Havia apenas 8 jogadores e um goleiro.

Alguns jogadores do Paiaiá estavam vestindo o uniforme com cara de desânimo.

O Juiz me chamava e falei que estávamos apenas com 9 jogadores. Ele disse: ” vamos jogar. Está atrasado”.

A nossa conversa inicial era tocar a bola, voltar a jogadas para evitar que tomássemos uma goleada. Afinal, jogar com dois jogadores a menos contra um time bom, como o Gragões do Somália não é fácil e não foi fácil.

A bola rolou e o que se viu foi um time, defensivamente bem, tocando a bola como combinado e jogadores se doando em campo.

Fomos para o intervalo com 0 x 0 no placar e nas expressões de cada jogador estava a certeza da capacidade que esse time tem para enfrentar as adversidades.

A postura de Rodrigo, ao responder ao companheiro sobre a possibilidade de chamar algum menino para nos ajudar, para completar o número de jogadores, me deixou ainda mais motivado. “Não é para chamar ninguém, não. Vamos nós, mesmo”.

O desânimo e comentários pessimistas, tudo isso, ficou no vestiário. Parecíamos que jogávamos com 11.

No banco de reserva, ouvia-se os gritos dos jogadores adversários:” adianta a time. Eles estão com 8 jogadores em campo”. Não era verdade. Estávamos com 8 guerreiros enfrentando um Dragão faminto.

Não cometemos nenhum erro no jogo. Não falhamos. Apenas tomamos um gol nos últimos minutos da partida.

No início da partida, a responsável pelo festival me avisou: ” os dois times são de fora. Se empatar, decide nos pênaltis”. Concordei. Não estava preocupado com esse detalhe. Tinha medo de sofrer uma goleada. Não por falta de confiança, mas devido as circunstâncias pré-jogo.

Ao término do jogo, os jogadores do bom time Drgões do Somália, repetiam as frases: ” de onde é esse time?”, ” parabéns pelo time, se tivesse terminado empatado, o troféu era de vocês”. Disse o técnico do Dragões.

Fiz questão de abraçar cada um dos nossos jogadores. Estava emocionado no final do jogo. Não é só futebol, é o nome do meu lugar, do lugar que nasci que estava em jogo.

Foi o jogo, da atual temporada, que sair de campo mais feliz com o time. Me encheu de orgulho.

Aqui acrescento as notas:

Sílvio: nota 10;

Gabreil: nota 10;

Rui: nota 10;

Jojó: nota 10;

Thiago: nota 10;

Neto: nota 10;

Rodrigo: nota 10;

Tunico: nota 10;

Guduga: nota 10;

Parabéns a todos!

Hoje, 17/06/18, afirmo: no dia que esse time terminar, eu rasgo minhas luvas e não jogarei futebol em lugar nenhum. Só faço as coisas por amor.

PAIAIÁ FUTEBOL CLUBE, MAIS QUE UM TIME!

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