A origem do Futebol Varzeano

Para explicar a origem do Futebol de Várzea, principalmente na cidade de São Paulo, será preciso voltar um pouco no tempo e começar uma viagem por dentro de toda história esportiva mundial.

Nossa viagem começa no ano de 2.197 Antes de Cristo, onde, diferente do que a maioria acredita, o futebol não nasceu na Inglaterra. A prática já existia na China, quando militares chineses jogavam com o crânio de seus inimigos. Nesta época, já não se podia usar as mãos e o objetivo era colocar a bola entre duas traves improvisadas. Anos depois, no século 2 D.C, surgiu no Japão o Kemari (veja na foto abaixo), que era jogado em um campo redondo, na qual já haviam as divisões de times e o objetivo era brincar com a bola para que ela permanecesse por mais tempo no ar.

O futebol de várzea surgiu a partir da prática do esporte em campos feitos em locais abertos. Antes mesmo de haver profissionalismo no Brasil até pelo menos os anos 50. Também adotaram esse futebol porque negros foram vetados dos times de futebol

A organização desta prática amadora fez surgir os primeiros times, também conhecidos como clubes de várzea. Estes clubes são, basicamente, sociedades informais que funcionam como ponto de encontro de amigos para os fins de semana.

Grandes craques do futebol brasileiro e do mundo foram revelados na várzea, ratificando o bom nível técnico apresentado pelos times da várzea no passado. Hoje ainda há relatos de jogadores vindos destes clubes, mas são raríssimos, pois os clubes profissionais investiram muito na estrutura de suas categorias de base. Porém, o perfil do jogador varzeano é de uma pessoa que trabalha em carga horária completa que eventualmente faz outra atividade física ou de ex-jogadores profissionais. Há ainda, jogadores que chegaram a ser profissionais, mas não conseguiram continuidade em suas carreiras e vivem de eventuais prêmios pagos pelos clubes varzeanos por participações em alguns torneios amadores.

Apesar do grande crescimento da cidade, muitos campos de várzea sobrevivem graças aos esforços de clubes e comunidades locais, que veêm no futebol uma forma de encontrar os amigos para descontrair aos finais de semana e de manter as crianças da comunidade em uma atividade esportiva ativa no tempo livre durante a semana, ajudando assim a construir o caráter e a personalidade de jovens, especialmente em comunidades carentes.

Infelizmente com mais facilidade a tecnologia e informática, muitos jovens de classe média e alta tem mostrado cada vez menos interesse em praticar esportes, o que restringe – cada dia mais – a prática do futebol de várzea às periferias pobres da cidade.

Porém o Futebol de várzea, por ser uma grande tradição do povo brasileiro, jamais deixará de existir, pois encontra ainda apoio de entidades públicas e privadas, que através de incentivos na manutenção de campos e equipes de futebol, e realização de torneios, festivais e campeonatos sempre atraentes, mantém viva a chama do esporte bretão no coração dos brasileiros.

Informações do Wikipédia e do site Papo de Várzea

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