Com quantos gols se faz uma limonada?

No confronto geral entre Paiaiá e V.C.L. (Veteranos com Limão), são quatro jogos. Três vitórias para o Paiaiá FC e uma para o V.C.L.

Os confrontos entre essas duas equipe são marcados pela força física e não muito pela técnica. Vide que o Paiaiá havia vencido dois jogos pelo vantagem mínima ( 1 x 0 e 2 x 1) e perdido uma também por  2 x 1.

11/03/2018, CDC Independente, Interlagos, zona sul de São Paulo, palco de mais um duelo entre essas duas fortes equipes.

Paiaiá FC escalado: 1 Sílvio, 2 Jojó, 3 Gabriel, 4 Rui, 6 Thiago; 5 Neto, 8 Guduga, 7 Uilton, 10 Rodrigo; 11 Tunico, 9 Binho. No banco apenas dois jogadores: Allan e Rafinha.

Que comece a “limonada”. Vale lembrar que todas as vezes que o Paiaiá deu saída na bola, não perdeu a partida em 2018.

Vindo de uma grande apresentação, contra o UACA, o desafio era repetir a mesma atuação, na questão posicionamento, já que jogávamos em campo com dimensões inferiores.

Já nos primeiros minutos de jogo o time se mostrava sólido e concentrado. A marcação começava a funcionar desde os dois atacantes (Binho e Tunico) que fazia uma pressão nas saídas de bola do V.C.L.

Nosso primeiro erro, que poderia ter complicado o jogo, foi uma bola atravessada por Jojó, na frente da meia-lua, que o adversário dominou mas não soube aproveitar.

Esse lance não abalou a confiança da equipe e nosso dois meio-campistas (Guduga e Neto), conseguiram acertar muito bem o posicionamento; daí para frente cabia a Uilton, que jogou muito e Rodrigo, proporcionar as chances de gols.

Se tecnicamente ele não vinha fazendo uma boa partida, devemos ressaltar o fator posicionamento e vontade na marcação de Binho. Lutou e correu para ocupar os espaços e praticamente não falou com o juiz.

Mesmo assim, não pode vacilar com ele. Se Galvão Bueno tivesse narrando o jogo, assim narraria o primeiro gol do Paiaiá: ” bola enfiada para Binho, tirou do marcador, botou na frente…pega que quero ver, pega que eu quero ver, pega que eu quero ver…bateu, gol, ggggggooooooooooollllllllllllllllllllll, é dele, Binho, camisa 10. O centésimo gol com a camisa do Paiaiá FC”.

Com 1 x 0 no marcador, longe de ser uma boa vantagem, principalmente em se tratando do adversário que enfrentávamos, não podíamos vacilar.

Assim como cometeu Thiago, depois de uma bola cruzada na área e ele deslocou o atacante empurrando-o nas costas. Pênalti não marcado por se tratar de lance fora da visão do árbitro.

Podemos considerar esses dois erros, como os únicos cometido na primeira etapa.

O primeiro tempo terminou com a sensação de termos feitos um excelente primeiro tempo.

Voltamos para a segunda etapa com a mesma formação do primeiro tempo. Apenas com uma mudança tática: Gabriel foi para a lateral direta e Jojó ocupou a zaga com Rui, outro que não perdeu uma jogada e jogou com seriedade o tempo todo. Com exceção de repetir o mesmo erro que vem cometendo em alguns jogos. Com a bola em jogo não devemos discutir um lance passado. Isso causa uma desatenção em toda equipe.

Com a Gabriel na lateral direita, as jogadas e tentativas de ataque do a V.C.L. por aquele lado, foram muito bem anuladas.

O time do V.C.L. ainda nos assustou numa excelente cobrança de falta que caprichosamente bateu no travessão.

Regra 16,  tiro de meta: Quando a bola sair pela linha de fundo, pelo chão ou pelo ar, tendo sido tocada por um jogador atacante, ela deve ser colocada em jogo a partir de qualquer ponto da pequena área, sendo chutada para fora da grande área por um jogador da equipe defensora -que não poderá tocar novamente nela até que ela seja tocada por outro atleta.
No lance, o goleiro não pode receber a bola com as mãos. Se a bola não sair da grande área, deve ser cobrado um novo tiro.
Não se pode marcar gols a partir de um tiro de meta. Os jogadores adversários devem estar fora da grande área até que o chute tenha sido transferido.
Se o jogador que cobrar o tiro de meta tocar na bola antes de outro fora da grande área, será cobrado um tiro livre indireto.

Sílvio, observa, 1 x 0 , resultado perigoso, todos os jogadores marcados, era hora do segundo gol. No ataque está Binho de um lado e Tunico de outro.  A bola viaja, ao atravessar o campo, como um concorde, sob os olhares atentos do todos os jogadores. Não, não foi parecido com o lançamento de Rivelino, foi um passe em larga escala. Quando o defensor se ver impotente para cortar o lance, que passa por cima dos seus falhos cabelos, Tunico espera ele cair e solta o pé para fazer um golaço. Paiaiá 2 x 0 V.C.L.

Se o time já se mostrava confiante, com esse gol, mais chances surgiriam.

Tunico, Binho e Uilton tiveram chances de ampliar o placar.

Allan entrou no lugar de Uilton e Rafinha no lugar de Tunico.

Rodrigo, esbanjava classe, e o time técnica e confiança.

O momento era tão bom que depois de uma bola cruzada por Binho, o zagueiro tentou cortar e jogou contra o próprio gol.

Esse terceiro gol foi como uma gota de limão, ácida e letal. Se o VCL ainda tinha esperança de tentar algo, foi ofuscado pela eficiência de um time que, mais um vez, prezou pelo coletivo.

Fizemos um grande partida. Um vitória por 3 x 0, diante do V.C.L., é para comemorar sim, com respeito, mas é para comemorar e enaltecer nossa qualidade.

Parabéns a todos pela dedicação.

PAIAIÁ FUTEBOL CLUBE, MAIS QUE UM TIME!

 

3 comments

  1. Parabéns pela vitória e principalmente pelo belo jogo! Time está sólido defensivamente e mortal no ataque! Particularmente achei minha melhor atuação na temporada e talvez da passagem pelo Paiaiá! Apoie, passei, cruzei, cobri, tirei, espanei, orientei e até joguei de 3 zagueiro! Muito feliz!

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