Mais vivos do que nunca

Feriado, futebol de várzea, e citando o título da música dos gaúchos dos Engenheiros do Hawaii, Terra de Gigantes, estava em campo dois gigantes: Paiaiá com 15 jogos sem perder e o Família FC com 17 jogos invicto. 23031504_1647154091997307_7092283067820941241_n

Nesse campo de gigantes, “eu sei, já ouvimos tudo isso antes”.

O Paiaiá FC entrou em campo com um jogador a menos, em função de um problema mecânico no carro de um dos jogadores e, com ele viria mais dois jogadores. Os primeiros 15 minutos jogamos com dez.

Tem uns amigos tocando comigo, eles são legais, além do mais,  não querem nem saber… O time começou perdido em campo. Não conseguíamos acertar uma sequência de três passes.

Com três volantes ( Alex, Álvaro e Neto), já se passava dos 15 minutos e já estávamos com o time completo, nada havia mudado em relação aos minutos iniciais em que estávamos com apenas 10 jogadores.  1510540_446239112174429_1248461602_n

O time do Família pressionava e se aproveitava, muito bem, de uma desorganização tática e a falta do bom futebol que o Paiaiá FC não conseguia melhorar.

E foi numas desses erros de posicionamento, após uma bola que a zaga tirou de cabeça, na meia lua, adversário pegou a famosa “segunda bola”, dominou e chutou para fazer 1 x 0.

Para que o Família não completasse 18 jogos sem derrota e o Paiaiá não perder sua invencibilidade de 15 partidas, era necessário uma mudança radical de postura e determinação. Afinal, com futebol apresentado até então um dos gigantes caria e esse gigante era o Paiaiá FC.

12799017_919406291507872_4785955191395651550_nParafraseando os Engenheiros do Hawaii e a brilhante letra de Infinita Highway, escrita por Humberto Gessinger , em que diz “Estamos vivos sem motivos
Que motivos temos pra estar?”, para responder essa pergunta e manter viva a sequência de vitórias o Paiaiá voltava para o segundo tempo com uma longa estrada a percorrer: mudar o placar e o jeito de jogar.

Morreu o futebol medíocre da primeira etapa e Binho, sempre ele, empatou o jogo.

Após o empate, via-se um time totalmente do diferente em campo: um verdadeiro gigante.

O bom toque de bola, a concentração, a firme marcação do nosso time não permitiu que o Família se agigantasse mais do que na primeira etapa.1506584_473025252798613_1830472536_n

Levamos um susto em bola bem chutada que beijou o travessão. Poderia ter sido o segundo gol do Família e assim jogar um balde de água fria no nosso bom futebol.

Há muito tempo que ele não marcava um gol. Talvez, nem lembrasse mais o do jogo. Foram lesões, cirurgias que o fez ficar afastado do futebol por algum tempo.

Em um jogo especial, a virada veio com o gol especial marcado por Itaécio, o Cabeça, que fez de  cabeça, depois de um cruzamento de Tunico. Paiaiá 2 x 1 Família.

Esse gol foi o gol de número 300 do Paiaiá Futebol Clube na Várzea paulistana.

Em um jogo de futebol necessariamente  “não precisamos saber pra onde vamos, nós só precisamos ir”, jogando para que de forma natural os gols aconteçam.

Binho, recebeu, tirou o marcador da jogada e de canhota, fuzilou para fazer um golaço. Foi o seu quadragésimo quinto gol na temporada.12189692_852205991561236_5354753110086450245_nCom 3 x 1, de virada, o Paiaiá ficava mais tranquilo mas não precisava se descuidar. Afinal, como diz a velha máxima do futebol, “o jogo só acaba quando o juiz apita”.

Numa desatenção de nosso defensor tomamos um segundo gol. Mas não havia mais tempo.

Paiaiá FC 3 X 2 Família. Morreu a invencibilidade de 17 jogos do Família e o Paiaiá chegou a 16 jogos sem perder.

“Eu vejo um horizonte trêmulo, eu tenho os olhos úmidos” nessa data que nos remete a pessoas que nos deixaram e que até hoje nos faz falta, o Paiaiá FC gostaria de prestar uma pequena homenagem a vocês que vestiram a camisa do Paiaiá Futebol Clube, que deixaram boas recordações como jogador e, principalmente , como pessoa:

Gielson (Biel), Zé Gringo, Raul Prado, Elton, Tonho de Mané Sereno e outro colega da cidade de Olindina,Ba, Volei, que vestiu a camisa do Paiaiá e que nos deixou recentemente. Seja lá onde vocês estejam, vocês estão mais vivos do nunca em nossos corações e mentes.

Termino esse texto, emocionado e com um trechos de duas músicas de Renato Russo, Angra dos Reis e Love In The Afternoon.

“Se fosse só sentir saudade19430166_1370135036434993_8302042807044821639_n
Mas tem sempre algo mais
Seja como for
É uma dor que dói no peito.”

“É tão estranho
Os bons morrem jovens
Assim parece ser
Quando me lembro de você
Que acabou indo embora
Cedo demais”.

“E o que sinto, não sei dizer…”

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PAIAIÁ FUTEBOL CLUBE, MAIS QUE UM TIME !

 

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