Natubeiros em festa

O município surgiu do trabalho de catequização dos jesuítas

Natuba, que em tupi-guarani significa “rio que não seca”
O município conta com um comércio varejista 
De lá saiu todo esse povo por suas veredas

De lá saímos a procura de uma vida melhor
Dos inúmeros povoados a grandeza de um povo
Não importa onde nascestes
Seja no Paiaiá, Incó Miúdo ou Tanque Novo;

Estive no Carrapatinho por aquele caminho
Visitei o Rio de Itapicuru e não estava como imaginei
Pela estrada de cascalho, sozinho
Foi no Cauê que me banhei;

Trabalhei na Cajuba
Onde grandes amigos deixei
Passei pela Reforma, Lagoa grande e Licurituba
Sem me esquecer do Monte Alegre e Cajueirinho onde ano passado joguei

Lhe aviso de antemão que conheço bem minha região
De jegue já fui ao Cabeleiro, Vila do Estado, Tiosque, Beré
Aonde fui a pé
Depois de descansar na sombra de um juazeiro no Seremão;

Numa certa viagem cheguei a Bela Vista
E que vista, depois de passar pela Melancia
Na presença de um grande artista
Uma bela fruta saboreei em sua cia

Do alto do São Miguel vi que não estava só
Contemplei a Quixabeirinha, Tingui e Renascer
De Pocinhos avistei o caminho que me levava até Queimadas
Onde tem Capim do Balaio, Rio Fundo e Barra Azul
Localizado bem ao sul

Minha disposição me levou até Conceição, Baixa Funda e Raso
A sede era tamanha, e 1 litro de água pedi
A menina tinha uns olhos lindos de arrasar
Terra de gente boa, lhe prometi voltar.

Peço desculpa se esqueci de o seu lugar citar
Sintam-se honrados filhos dessa terra querida
Que não têm medo de lutar.

De Natuba para Nova Soure
Houve essa mudança de nome
Que nos chama atenção
Nos seus 73 anos de emancipação

Carlos Sílvio

Obs.: poema escrito por mim, Carlos Sílvio, e declamado ontem, 08 de outubro, dia do Nordestino no II Encontro dos Baianos Nova-sourienses aqui em São Paulo.

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