O Paiaiá FC na Maior Capital do Brasil

O futebol de várzea não é algo muito valorizado pelos veículos de comunicação de massa. Por não ter um retorno financeiro ele é deixado de lado. Deixado para as pessoas que costumam fazer as as coisas por amor, por acreditar que aquilo é algo que devemos preservar .Pessoas querem fazer do esporte mais popular do país uma maneira de entretenimento , entre amigos e familiares.
Um certo dia, lendo o jornal Metrô News ( a maior jornal de circulação gratuita de São Paulo), vi uma matéria sobre a nossa querida várzea, escrita pelo jornalista e pesquisador Diego Viñas .
Porque não entrar em contato com esse jornalista, pensei. O “não” eu já tenho… E assim o fiz. Para minha surpresa , fui atendido com a maior gentileza e atenção por um jornalista brilhante , dedicado e um ser humano exemplar que ficou admirado com a história do Paiaiá FC. “Um time formado por jogadores em sua maioria de um povoado com essa quantidade de moradores” ( lembro que falei , erroneamente que o Paiaiá tinha cerca de 800 moradores) Acredita que o Paiaiá tenha cerca de 500. ” Mas vocês vieram juntos para São Paulo”, me perguntara , acrescentando para minha felicidade, ” vou assistir a jogo do Paiaiá e publicar um matéria no jornal.
Confesso que na hora não acreditei , mas estava muito contente com a resposta.
Não deu outra. Numa terça feira, dia que sairia a matéria sobre o Paiaiá , uma certa ansiedade tomava conta de mim e acredito de todos os jogadores.
Ao sair para o trabalho acessei o site do jornal através do celular é lá estava , de cara, com o título ” O Tesouro do Sertão” a tão esperada matéria no jornal Metrô News, sobre o Paiaiá FC.
Era o Paiaiá FC, um time amador, formado por amigos de um pequeno vilarejo , que saíram para São Paulo em busca de uma vida melhor e, 11855843_815678871880615_8106529088172980032_n-com a intenção de preservar suas raízes, circulando na maior capital do Brasil.
Devemos isso ao jornalista e pesquisador do VázeaPédia Diego Viñas.
Obs. Em um evento dias depois Diego Viñas me apresentou ao jornalista Cléber Cunha do Conectados na Vázea, mas essa é outra história.
Carlos Sílvio

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